quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Cuidadora adota idosa que viveu durante 50 anos em hospital

Parece roteiro de filme: uma mulher sem identidade mora por 50 anos em um hospital que, de repente, é fechado. Ela fica sem teto e está prestes a ser levada para um abrigo, mas é adotada por uma das funcionárias do hospital que, embora tenha perdido o emprego inesperadamente e esteja sem dinheiro, teve o coração tocado pela situação da idosa.
A história é real e aconteceu há dois anos, em Araraquara (SP). Só veio à tona agora, porque as personagens passam por algumas dificuldades financeiras. Quem conta este enredo é a cuidadora Glaucia Andressa Santos Gomes, de 29 anos. Ela conheceu Cotinha quando conseguiu um emprego de copeira no hospital Beneficência Portuguesa, em 2010, a adotou seis anos depois. “Vou cuidar dela o resto da vida”, contou.

“Eu vi aquela senhora limpando mesas e achei que fosse mais uma funcionária”, contou Glaucia. Mais tarde ela descobriu que Cotinha, ou Cota, como prefere chamá-la, morava há muito tempo no hospital.

Cotinha vem de Cota, apelido dado antigamente às mulheres de nome Maria. Ninguém sabe qual o nome verdadeiro da mulher, nem sua idade, nem mesmo quando ela chegou ao hospital.

O que contam é que ela chegou ao hospital ainda criança, junto com o irmãozinho que tinha uns 4 anos, vítimas de um atropelamento por caminhão. O irmão teria chegado morto e ela totalmente enfaixada, apenas com os olhos aparecendo.

“O pessoal fala que foi um acidente perto do [bairro] Quitandinha. Falam que quando ocorreu o acidente ali ainda não tinha o pontilhão que tem hoje. Como o pontilhão tem em torno de 50 anos, a gente acredita que ela tem entre 62 e 65 anos”, disse Glaucia. “Dizem ainda que ela ficou seis anos enfaixada, internada no hospital, período que teria sofrido muitas dores”, completou.

A origem de Cotinha, as circunstâncias como ela chegou ao hospital e o porquê de ter morado tanto tempo lá são desconhecidas. As poucas informações que existem sobre ela foram passadas boca a boca por funcionários, sem ter como comprovar sua veracidade.

Ao longo dos anos, muitas pessoas trabalharam no hospital e todos conheceram a história de Cotinha lá. Acreditam que as freiras que faziam o atendimento do hospital na época que ela chegou se sensibilizaram com a sua situação e, como nunca ninguém a procurou, passaram a cuidar dela.

“Contam que ela trabalhava ajudando as irmãs, principalmente uma que se chamava Tereza. Dizem até que dormiam no mesmo quarto”, afirmou Glaucia.

 Glaucia e Cotinha


Mais tarde, o local foi privatizado, as freiras foram embora e Cotinha ficou. Por muito tempo ela morou em um quarto ao lado da lavanderia, onde trabalhava passando e dobrando roupas. Depois os funcionários pediram para que ela fosse transferida, devido aos seus problemas respiratórios que eram agravados pela umidade da lavanderia. Ela, então, foi para a cozinha, onde limpava mesas e guardava utensílios. Foi lá que Glaucia a conheceu. “Eu vi aquela senhora limpando mesas e achei que fosse mais uma funcionária”.

Além de Glaucia, outros funcionários se importavam e cuidavam de Cotinha. Alguns a levavam para passar o fim de semana em casa. Também saiam com ela para tomar um sorvete ou comprar roupas. Consta que houve tentativa de tirar uma documentação para ela, mas não conseguiram na época.

Em 2016, com o fechamento inesperado do hospital, cerca de 300 funcionários foram para a rua e a situação de Cotinha foi denunciada. A polícia levou a idosa para uma casa que abriga mulheres vítimas de violência. Preocupada, Glaucia procurou as autoridades e antigos chefes do hospital para descobrir o seu paradeiro.

Hoje Cotinha é uma senhora idosa. Visivelmente tem alguma deficiência mental e não fala, mas tem boa interação com as pessoas.

Quando conheceu Cotinha, Glaucia não podia imaginar que seu destino seria definitivamente ligado ao dela. A cuidadora levou a idosa para sua casa, colocou-a no quarto da filha e passou a tomar conta dela.

“Quando o hospital fechou, eu entrei em desespero e falei: ‘não posso abandonar a Cota. Se faço isso agora, ela vai ficar ao Deus dará. Não vai ter alguém para cuidar dela. Eu fui mais na emoção, não pensei no dia de amanhã. Eu pensei que ia pegar, ela ia ficar comigo um tempo e depois a gente ia voltar para Beneficência. Ela ia voltar para o cantinho dela, eu ia voltar a trabalhar”, contou Glaucia.

Não foi assim que aconteceu. O hospital fechou definitivamente e Glaucia conseguiu a guarda de Cotinha. Agora, ela tenta tirar documentos para a mulher que tem apenas uma certidão na qual recebeu o nome de “Maria de Tal” e tem origem desconhecida.
Glaucia acolheu Cotinha em sua casa, que é alugada. A família não conta com muitos recursos. O marido trabalha como mensageiro e Glaucia conseguiu sobreviver por pouco tempo com o pouco que recebeu do hospital e hoje trabalha como cuidadora em uma casa de repouso.

Mas nenhuma dificuldade financeira destruiu a ligação entre as duas mulheres. Cotinha foi acomodada no quarto da filhinha de Glaucia, Emilly, de 3 anos, que passou a dormir no quarto dos pais. A rotina da família mudou. As duas passaram a ir juntas para todos os lugares, inclusive para o trabalho de Glaucia.

A rotina de Cotinha é simples. Na maior parte do tempo, ela fica vendo TV. A idosa caminha com alguma dificuldade – provavelmente uma sequela do acidente – , mas é bastante independente. Só exige cuidados especiais na alimentação, que tem que ser pastosa porque ela não come sólidos.



Fonte: G1


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sábado, 27 de janeiro de 2018

Bombeiro arrisca a vida para salvar cão preso em penhasco



Na manhã de agosto, o Departamento de Bombeiro de Woodbridge e Hamden, em Connecticut, Estados Unidos, recebeu uma chamada incomum: um cão estava preso na borda da montanhas West Rock.
Os funcionários locais e o departamento de recreação notaram que havia um filhote na montanhas quando ouviram seus latidos vindo de longe. Rapidamente eles notificaram o controle de animais sobre o caso. Ninguém sabe como o animal foi parar lá, um lugar tão isolado. No entanto, sabiam que salvá-lo seria bem arriscado até para um bombeiro treinado.
O resgate durou quase duas horas. Além da dificuldade de chegar até o local, foi preciso ganhar antes a confiança do cão, que estava bem nervoso. Foi necessário equipamento de segurança e bastante calma do bombeiro para chegar perto do animal e pegá-lo. Felizmente, o pet entendeu que o homem estava ali para ajudá-lo e permitiu que fosse resgatado.
Quando o cão chegou em solo firme, estava nitidamente com fome e sede, mas sem ferimentos graves – por incrível que pareça. Ele não possuía nenhum tipo de identificação, então foi apelidade de “Oeste”, em homenagem à montanha que estava.
O Woodbridge Animal Control está cuidado atualmente o animal. Eles postaram uma foto em sua página do Facebook. “Até agora, nenhum dono apareceu reivindicando a tutela de Oeste. Ele se estabeleceu muito bem e é um verdadeiro cavalheiro”, escreveu na publicação.
 
Fonte: Canal do Pet

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Homens limpam vidros de hospital vestidos de super-heróis



Em um dia comum logo pela manhã, as crianças do Hospital Presbiteriano de Nova Iorque tiveram uma surpresa: acordaram com seus super-heróis favoritos acenando para eles do lado de fora da janela. A surpresa teve iniciativa dos homens que lavam as janelas do hospital, aproveitando para levar sorrisos, carinho e felicidade às crianças.
Quando os pequenos avistaram os super-heróis, as reações foram diversas. Alguns não conseguiam conter-se em felicidade, enquanto outros arregalavam os olhos incrédulos e surpresos – os mais desinibidos chegaram próximo das janelas e deram um toque de mão nos personagens da vida real.




Aproveitando o clima de alegria, a equipe do hospital juntou-se à festa com todos trajados de super-heróis. Arrancar sorriso das pessoas não tem preço. E quando se trata de crianças, a satisfação pessoal é ainda maior.



Fonte: Hypeness

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O ‘vovô da UTI’, que há 12 anos se voluntaria a dar colo a bebês doentes em hospital


 

David Detuchman com mais um "netinho" no colo

Ele está sempre pronto para acalmar um bebê doente. David Detuchman é conhecido como o 'avô da UTI', em um hospital da Georgia, nos Estados Unidos.
“Às vezes, eles choram, porque se sentem incomodados: a enfermeira está trocando a fralda deles ou mexendo nos equipamentos”, diz ele.
“Assim que colocam o bebê no meu colo, eu só sinto que por falar com eles suavemente, abrançando aconchegantemente, isso causa um impacto, e dá para ver no rosto da criança.”
Ele é voluntário na UTI há 12 anos, desde que se aposentou. A missão dele é acalentar bebês doentes, na ausência dos pais. E ele diz que não vai parar tão cedo…
“Alguns dos meus amigos me perguntam o que eu faço aqui e eu digo, ‘dou colo a bebês’”, relata David.
“Às vezes eles vomitam em mim, fazem xixi na minha roupa. É ótimo. Eles perguntam: ‘Por que você faz isso?’. Eles simplesmente não entendem como pode ser gratificante carregar um bebê assim.”



Fonte: BBC Brasil



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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Menino ganha passeio e presente de bombeiros



O pequeno Igor Batista Nunes, de 9 anos, não imaginava que seu maior sonho fosse se realizar neste sábado (23), às vésperas do Natal, quando toda a família estava envolvida com os preparativos da ceia, em Ribeirão Preto - SP.

Quando ouviu a sirene do caminhão do Corpo de Bombeiros se aproximando da casa do avô, o menino já não continha a ansiedade. Mais difícil ainda foi não se emocionar ao ser colocado dentro da viatura, para um passeio ao lado daqueles que considera seus “ídolos”.

“Deu tremedeira, coração acelerado, foi uma alegria só. Eles deram uma volta com ele dentro do caminhão, a sirene ligada, tiraram fotos. Nunca vi meu neto tão feliz, era só sorriso”, conta o avô paterno, o aposentado Luiz Otávio Nunes.

Deficiente, Igor tem dificuldade de locomoção e na fala, resultante de uma intercorrência durante o parto. Por esse motivo, o garoto precisa de ajuda para desenvolver tarefas simples, como caminhar. O avô afirma que nada disso o impediu de curtir cada minuto ao lado dos bombeiros.

“Ele é um moleque muito inteligente, só que não tem coordenação motora. Mas, hoje, estava radiante, não parava quieto, queria ver tudo. Desde que é pequeno, ele fica todo feliz quando vê o caminhão dos bombeiros. Essa paixão é de nascença”, diz.

O aposentado conta que foi um policial rodoviário, amigo da família de Igor, quem levou a história do neto até a corporação. O pedido para um passeio na viatura dos bombeiros foi prontamente atendido e marcado para acontecer na festa de aniversário de 8 anos.

“Mas não deu certo no dia e um colega nosso, que é bombeiro, acabou fazendo uma farda para ele. Mas, os bombeiros não esqueceram o pedido e agora deu certo. Hoje, ele ganhou até um quepe do tenente. Precisava ver a alegria que foi”, afirma Nunes.

Além do passeio pelas ruas da zona norte de Ribeirão, Igor ganhou um cachorro de pelúcia, o mascote da corporação, e mais uma réplica da viatura do Corpo de Bombeiros. O caminhão de plástico vai se juntar aos demais da coleção que mantém com carinho.

“Para nós, é uma felicidade enorme, porque ver meu neto feliz é me deixar feliz. A gente esperava desde o ano passado, então foi uma surpresa enorme para toda a família. Um presente de natal e tanto”, diz o aposentado.


Fonte: G1


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